23/10/11

O Rio de janeiro continua lindo...

Sabe que nunca tinha me interessado muito em conhecer o Rio?
Claro, com aquele pensamento de "um dia”... Depois de um tempo morando fora, voltei com muita vontade de conhecer não só o Rio, mas quase todo o Brasil! Finalmente alguns dias na terrinha de muitos de nossos poetas e músicos mais queridos. A cidade estava um pouco vazia, prova disso era o trânsito que estava tranquilo! É incrível como a imagem que se tem de um lugar é somente daquilo que se vê. Portanto, estar na zona norte ou na zona sul influencia diretamente na sua opinião sobre a cidade. Confesso que não sou muito chegada aos programinhas turísticos, apesar do peso obrigatório de certa forma. Mas gosto mesmo é de me perder pelas ruas e andar sem destino descobrindo lugarezinhos inéditos. Ter um dia sem plano algum e estar ao léu. Além dos programas turísticos básicos que de básicos não tem nada, adorei andar pelo centro passando pelo estonteante Teatro Municipal, Biblioteca Nacional e a lindíssima Confeitaria Colombo. A primeira coisa que fiz depois de me deparar com a decoração antiga, pé direito altíssimo, foi olhar para o chão. Azulejos portugueses de 1967! São os mesmos! Linda! Ah, e as estações de metrô? Muito bonitas. Descobri ainda que dentro do forte de copacabana tem uma pequena filial da confeitaria com uma vista espetacular. Próxima parada quando estiver por lá, além de várias livrarias-café, um charme.
Pois bem, este texto foi escrito no final do ano passado e em março voltei ao Rio para uma das experiências mais inesquecíveis da minha vida, assistir ao desfile das escolas de samba na sapucaí! Chegamos na cidade do samba ás 19h e fomos embora depois de assistir a última e imperdível escola: Mangueira! Quando entrou o sol já estava nascendo e não havia cansaço algum das pessoas que estavam esperando a noite inteira pelo belo espetáculo verde e rosa. A sensação de estar lá tão perto foi incrível! Estar há alguns metros de toda aquela alegria e entusiasmo colorido. Desde a minha infância gosto de assistir aos desfiles ouvindo a torcida do meu pai carioca que é! Enfim foram 12 horas por lá e meus olhos não sabiam aonde dar foco, estavam perdidos com tanta riqueza de detalhes e fazia tempo que não sentia um cansaço tão bom.
Até então considerava a experiência mais incrível ter estado no Aletschgletscher, o maior glacial de gelo da Eurasia que fica nos Alpes Suíços, mas esse merece um texto à parte. Muito interessante que os dois lugares mais sensacionais que eu tenha estado sejam tão diferentes e opostos, samba, movimento e colorido x neve, montanhas e um quase deserto de pessoas.
Rio, foi bom ver de perto o que só vemos na TV e saber que tudo o que vi lá é parte desse meu país, país lindo!

05/09/11

Domingo de frio e de sol

Foto tirada na feirinha em Ctba - 05/06/2011

12/05/11

Fundamental é devanear


É comum as pessoas relacionarem as palavras devaneio, divagação e viagem de idéias desconexas, sem sentido e escapistas em relação à realidade. Isso é reflexo da imagem negativa que se construiu em cima do devaneio e da divagação. Freud tem sua parcela de culpa nisso, quando afirmou que sonhar acordado era algo infantil e neurótico – uma falha de disciplina mental. Alguns estudiosos que o seguiram acabaram por tachar crianças mais viajantes de desatentas e hiperativas, enquadrando muitas delas como portadoras do TDHA (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).
Devanear é parte da condição humana. Mesmo que o conhecimento hoje seja acelerado e as pessoas ajam de maneira mais autômata. Com a mente livre para flanar, as pessoas exercitam a imaginação e transitam por outros lugares; recolhem material para criar, ficando mais receptivas a insights.

Texto - Revista Vida Simples

17/04/11

What Happens When

O que você acharia de um restaurante abandonado, um compositor, um fotógrafo, um chefe de cozinha e mais dois designers juntos? O What Happens When é uma mistura de restaurante com espaço artístico que se reinventa a cada 30 dias durante nove meses, ou seja com data para acabar! Neste projeto todo mês o restaurante muda de cara, cardápio e tema artístico. Mas o bacana mesmo é que a inspiração está em proporcionar experiências através dos cinco sentidos. Um dos movimentos inventados, foi recriar a sensação de uma criança em uma floresta, onde foram espalhados galhos de pinheiros gigantes, monstros em miniatura e trilhas de animais no chão por todo o restaurante, como num filme de aventura. Passando por Nova York e com a curiosidade aguçada não deixe de conferir, o What Happens When fica na 25 Cleveland Place, Soho. De terça a domingo das 17h30 ás 23h, mas lembre-se o espaço tem duração só de nove meses!


22/02/11

16/01/11

Human Flies - by Flychelangelo







"O Jogo da Amarelinha - cap. 7" - Julio Cortázar

Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.

03/11/10

MOFONOVO: ANNE FRANK "EP" (1990)

MOFONOVO: ANNE FRANK "EP" (1990): "Entre 1990 e 1997 Curitiba viveu uma cena musical muito legal que o Mofonovo recupera aqui para aqueles que não tiveram a oportunidade de ..."

24/10/10

De Facto

Depois de um tempo você percebe que algumas pessoas não passam de uma farsa.
Não abrir a sua casa a qualquer estranho que lhe soe familiar.
Não fazer absolutamente nada que não seja da sua vontade.
Regras, convenções sociais, leis, independente de onde se vive, elas em primeiro lugar devem servir para você. Caso contrário, ignore-as.
O vazio se apodera de alguns e a futilidade ganha imenso espaço.
Do ócio, quero o prazer, a inspiração, o silêncio.
Da estafa do trabalho, quero a fuga, o escape, a catarse.
De você, uma taça de vinho, uma conversa ao acaso.
E ao final de tudo, um gato de pelo curto invadindo a minha casa.

14/09/10

Cartazes Russos

A propaganda russa se destacou de forma exuberante no século XX, principalmente depois da revolução de 1917, quando o sistema socialista foi implantado e o pôster de propaganda em massa começou a ser utilizado em larga escala. Na propaganda observam-se correntes artísticas diversas. A simples propaganda Lenista destinada à uma população ignorante, a Stalinista de guerra e a de Gorbachev, de reformas e liberdade. Have a look!









26/08/10

Roube.

Roube de qualquer lugar que resulte em inspiração ou incendeie sua imaginação.
Devore filmes, música, livros, pinturas, poemas, fotos, conversas, sonhos, árvores, arquitetura, placas de rua, nuvens, luz e sombras.
Escolha para roubar apenas coisas que falem diretamente à sua alma.
Se fizer isso, seu trabalho (e roubo) será autêntico.
A autenticidade é inestimável.
A originalidade não existe.
Não se dê ao trabalho de ocultar seu roubo - celebre-o se quiser.
Lembre o que Jean-Luc Godard disse: "Não importa de onde você tira as coisas - importa é para onde você as leva."

Roubei isso do livro de Paul Arden que roubou de Jim Jarmusch.

Tudo o que você pensa, pense ao contrário.

Acabei de ler este livrinho de Paul Arden, uma lenda da publicidade britânica. É claro que o título me chamou a atenção pela chamada anticonvencional, afinal não é a toa que alguns falam que sou do contra. Em vez de conselhos tediosos, o livro oferece ousadas insolências, aforismos e paradoxos - todos buscando rever o que consideramos nosso "bom senso".
Um filho de um homem que tinha ligações com o IRA, passava por um mau momento e foi pedir conselho ao pai. Então ele disse: "Pai, estou com problemas." O pai perguntou: "Vão matá-lo?" Ele disse: "Não, nada disso." O pai respondeu: "Filho, você não tem nenhum problema."
São vários textos e tiradas interessantes e proveitosas, vou postar algumas no blog, como: "Balance o barco" e "Fui reprovado. Desastre? Isso é uma conquista!"

28/05/10

Girl at Sewing Machine - by Hopper

(after a painting by Edward Hopper)

Mary Leader

It must be warm in the room, walls the color of over-steeped tea, the sun high, coating the yellow brick exterior of the apartment building, angling in on the girl, stripped down to camisole and petticoat, sewing.
She's a busty girl, soft, no doubt perspiring, slippery under her breasts, moisture trapped on the back of her neck under all that chestnut hair. She doesn't notice, though; you can see she's intent on her seam. She doesn't slump over the machine but bends from the hip, her body as attuned as her hands. Her feet, though not shown in the painting, are bound to be pudgy, are probably bare, pumping the treadle ka-chunk ka-chunk ka-chunk but that's unconscious. Her point of concentration is the needle, silver, quick, its chick chick chick chick chick, necessity to keep the material in perfect position.
What is she making? The fabric looks heavy and yet billowy, like whipped cream, or cumulus clouds; certain girls, while large, move with grace (when nobody's there) but in public, conceal, or try to conceal, their bodies beneath long clothes.They favor long hair, feeling it wimples and veils embarrassment.Yes, I know this girl. Only in her room, only when unseen, can she relax at all, peel off a hot blouse, a brown skirt, like the one heaped on her bed in the background, take pleasure in a good hairbrush, the bottle of scent on the dresser, the picture of her own choosing on the wall. Whatever she's making - let's go ahead and say it's a dress for herself- she is not, as you might think, dreaming of a party, a dance, or a wedding. No, she's deciding to flat-fell that seam- time-consuming, but worth it- stronger, better-looking.
I'm sure she knows by now not to expect much attention from boys. She's what? twenty?eighteen? She will, in time, use many words to describe herself, not all of them bad; but not once will one of them be "pretty," or "lovely." Those aren't for a fat girl though she can take a mass of cloth, and a cast-iron machine, and make a beautiful shape.

26/05/10

Sobre música, cinema, livros e lugares

Essas coisas do título são um vício.
Jonnhy Cash, Nick Cave, Andrew Bird, Yann Tiersen, Mark Lanegan, David Bowie passeando por Joy Division, Siouxsie, Smiths e Tom Waits! O que seria da vida sem eles?
Assim como Jim Jarmusch, Lynch, Cronenberg, Hitchcock, Buñuel... Oh God!
Preciso agradecer todos os dias por estar neste mundo. É, este aqui mesmo. Vizinho de outros certamente mais evoluídos e adiantados.
Não preciso nada mais que Tom Waits ou Nick Cave e um filme como A estrada real, do Linch. O resto é lucro.
Deleitar-se ainda com Julio Cortazar, Dostoievski, Henry Muller, Clarice Lispector...
Lugares? O que dizer deles... Particulares, cenários únicos, mutáveis, imagem real de antes ás vezes imaginário.
Ruas, pessoas, personagens, situações. O filme é seu.
Prazer? Não interessa qual... Comidas, bebidas, pessoas.
Animais, poesias, coisas, coleções delas.
Meias, vinhos, café ou cigarros.
Que o prazer nos inunde.
O resto é resto.
E como disse Sylvia Plath : "Em momentos assim me consideraria uma tola se pedisse mais..."

23/05/10

Campanha "Free Hugs"

A Campanha dos Abraços Grátis é um movimento social que envolve pessoas do mundo todo oferecendo abraços para estranhos em locais públicos.
A primeira vez que vi um cartaz desses, estava em Edimburgo, Escócia com a minha mãe correndo da chuva na Royal Mille em Old Town, até que achamos uma espécie de igreja para fugir da chuva, mas bem na porta haviam duas pessoas com os cartazes dos "free hugs". Assim que chegamos, eles nos perguntaram se estávamos interessadas em abraços grátis. Depois do momento de abraços fiquei pensando de onde vinha isso.
A campanha começou em 2004 com um homem australiano conhecido pelo pseudônimo "Juan Mann" em Sydney, Austrália. Ele estava vivendo em Londres e quando voltou para a sua cidade natal, não havia ninguem para recebê-lo no aeroporto porque sua família estava passando por problemas. Seus pais estavam se divorciando, sua avó estava muito doente e sua namorada tinha acabado de romper o relacionamento deles. Parado lá no terminal, vendo outros passageiros encontrarem seus amigos e família esperando por eles com os braços abertos e sorriso no rosto, eu queria que alguém estivesse lá esperando por mim, feliz em me ver, sorrir para mim, esperar por mim – disse Juan Mann em entrevista em um programa de TV.

Juan Mann transformou isso em um ritual e toda semana carregava o cartaz até o shopping Pitt Mall Street, em Sydney. Assim, ele conheceu Shimon Moore, líder da banda Sick Puppies, que o filmou oferecendo seu abraço com cartazes e sendo interrompido frequentemente pela polícia australiana. O vídeo se espalhou no youtube, e hoje a campanha dos "free hugs" se espalhou por todo o mundo.
Doar abraços pode parecer sem sentido, ainda mais vindo de um estranho, mas ouvindo as histórias das pessoas, como a garota que morava sozinha em Londres e estava muito triste porque naquele dia seu gato havia morrido, andando pela rua avistou um homem com o cartaz da campanha e saiu correndo em sua direção em busca de um abraço.
Em determinados dias pode traduzir conforto, consolo ou simplesmente um abraço. Sem contar que ás vezes quem doa é quem mais pode estar precisando.

21/05/10

Sunset Boulevard

Los Angeles/California, 1950.

20/05/10

Não sei o que deu errado, na teoria somos perfeitos...

Ao terminar um relacionamento as pessoas acham que devem sentir-se vazias, incompletas, e todo aquele caminhão de coisas estranhas. Me pergunto se o senso comum tem a verdade, a razão.
Dia desses, ouvi uma frase num filme do Sam Shepard que dizia: “A terra é para sempre, mas as pessoas tem apenas momentos.”
O mundo da fantasia é muito claro e os humanos preferem acreditar em contos de fadas. É tão natural e igualmente bom estar num conto de fadas, mas sabendo que é apenas um conto.
Vejamos o lado prático: duas pessoas se conhecem, se apaixonam, ficam cegas e enxergam no outro o que querem. Passando o estado da cegueira preferem continuar cegas, até então não ser mais possível continuar neste estado, passam então a enxergar o outro realmente como ele é, sentem-se então enganados, os atritos e divergêrncias começam. As pessoas não querem a vida real, querem um conto cor de rosa, do tipo eu sou como você quer e você é como eu quero. Brilhante e impossível!
Ok, vamos bolar uma teoria para isso e ganhar milhões vendendo livros de auto ajuda, sobre como ser mais feliz moldando-se aos relacionamentos. Bem, meu colegas psicólogos poderiam chamar isto de comportamento aprendido x necessidade básica. Eca.
Teorias a parte, como diz Alain de Botton em seu livro Ensaios de Amor, em uma simples história um relacionamento passa pelo encontro, o envolvimento, a paixão, o tédio da rotina e a separação. Exceções a parte!
Vejam bem, não quero deixar apenas uma visão pessimista da coisa, este é somente o lado prático e racional, ainda que o pensamento racional seja visto como pessimista nesses assuntos, é claro que não existe coisa melhor do aqueles instantes cor de rosa, onde o mundo pára e você só enxerga o outro na frente e todas as coisas a sua volta são alegres e coloridas, como num estado de abobamento...

"Essa busca na vida por algo que dê a ilusão de um sentido para aquietar o pânico..."

09/05/10

Bobby Brown - Frank Zappa


Hey, there people I'm Bobby Brown, they say I'm the cutest boy in town!
My car is fast, my teeth are shiny, so tell all the girls they can kiss my Heini!
Here I am at a famous school, I present sharp and I'm actin' cool.
I've got a chearleader here wants to help with my paper
let her do all the work and maybe later I rape her!
Oh, god I am the American dream I do not think I'm too extreme
And I'm a handsome son of a bich, I'm gonna get a good job and be real rich!
(get a good, get a good, get a good, get a good..)
Womans liberation came creepin' all across the nation.
I tell you, people, I was not ready when I fucked this dyke by the name of Freddi!
She made a little speech then, oh she tried to make me say when...
She had my balls in a vice but she left the dick,
I guess it's still hooked on but now it shoots to quick!
Oh, god I am the American dream, but now I smell like vaseline
and I'm a miserable son of a bich am I a boy or a lady I dont know which!
(I wonder, wonder, wonder, wonder)
So I went out and bought me a leisure suit
I'm jingling my change but I'm still kind cute.
Got a job, doing radio promo, and none of the jocks can even tell I'm a homo!
Eventually me and a friend, sort of drifted along into S&M
I can take about an hour of the tower of power,
as long as I get my little golden shower.
Oh, god I am the American dream, put a spindle in my butt till it makes me scream
And my name is Bobby Brown, watch me now, I'm going down.
And my name is Bobby Brown, watch me now, I'm going down.
And my name is Bobby Brown, watch me now, I'm going down.
yeah, I don't know if you're surprised

08/05/10

Night on Earth - Jim Jarmusch

Night on Earth é um filme de 1991, escrito e dirigido pelo espetacular Jim Jarmusch.
Cinco histórias curtas, cada uma acontecendo em um táxi, ao mesmo tempo em uma cidade diferente - Los Angeles, Nova York, Paris, Roma e Helsinki. Cinco cidades. Cinco táxis. Uma multidão de estranhos na noite.
Contos de deslocamento urbano e angústia existencial, abrangendo os fusos horários, continentes e línguas, através do assento do passageiro.
Destaques para as histórias em Nova York e Helsinki, onde respectivamente o motorista é de Praga, não sabe dirigir e não conhece as ruas de Nova York, e o passageiro é quem dirige o taxi.
Em Helsinki, o motorista local leva três homens bêbados que relatam o pior dia da vida de um deles. O motorista então, diz que eles deviam ouvir a história dele. Uma disputa de misérias. Muito bom! Ah, e Roma...
Jim Jarmusch lidera a lista de meus diretores favoritos. Night on Earth é primoroso, mas obviamente não poderia deixar de mencionar Down by Law, Mistery Train, Stranger than Paradise, Dead Man e Coffee and Cigarettes. Todos eles merecem comentários a parte.
Intrigantes, charmosos e deliciosamente interessantes.

07/04/10

Portobelo Market, Londres. Setembro/2009.

02/04/10

Os Famosos e os Duendes da Morte



O filme brasileiro "Os Famosos e os Duendes da Morte", de Esmir Filho, estreia nesta sexta-feira, após receber diversos prêmios em festivais dentro e fora do país. O filme é a estreia do diretor em longas-metragens e mostra o cotidiano de um adolescente tímido que habita dois universos paralelos: o real, numa cidadezinha gaúcha de raízes alemãs que ele define como "cu do mundo"; e o virtual, o lugar longe, onde ele se autodenomina Mr. Tambourine Man, mantém um diário em um blog, bate-papo com amigos e vê vídeos da garota chamada Jingle Jangle.
O longa é uma versão do romance do escritor e co-autor do roteiro Ismael Caneppele, que cresceu em Lajeado, no vale do Taquari, onde se passa a história.
A obra foi a grande vencedora do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.
Fonte: Folha on line.

10/03/10

A Fita Branca

No inicio do filme tudo parece interessante e instigante. Aos poucos, um sôco no estômago, depois um no olho e por fim você é arrastado dentro do próprio cinema, suplicando: pare por favor, I can’t stand anymore. Os filmes do diretor austríaco Michael Haneke, costumam provocar perplexidade e mal estar, pela maneira como aborda seus filmes.
Ambientado em 1913 num vilarejo protestante da Alemanha, véspera da primeira guerra mundial, estranhos eventos acontecem, tirando a paz da pequena cidade alemã.
Filmado em preto e branco, com uma fotografia belíssima diga-se de passagem, a intenção de Haneke foi a de mostrar o cenário que antecedeu a guerra, ou seja, “as raízes do mal”.
A Fita Branca, vencedor da Palma de Ouro 2009 em Cannes, foi uma das grandes zebras da premiação do Oscar 2010, indicado como melhor filme estrangeiro, perdendo para o argentino El Secreto de Tus Ojos, do diretor Juan Jose Campanella, o qual devo assistir em breve.
Para amenizar o mal estar pós filme, recomendo Mary and Max, filme de animação com técnicas em argila, de uma sensibilidade sem igual. Assisti após ler o texto de minha amiga Cris na Revista Íntegra, veja o link: http://revista-integra.blogspot.com/2009/12/mary-and-max-cristina-pereira.html

No mais, vale a pena conferir o mais recente e polêmico de Michael Haneke.

25/02/10

Diane Arbus - do espanto ao fascínio

A maioria das fotos de Arbus tem temas que olham de frente para a câmera. Isso, não raro, os faz parecer mais estranhos ainda, quase enlouquecidos. Além da característica feiúra do tema de Arbus, encarar a câmera significa solenidade, franqueza, o descerramento da essência do tema. Arbus estava particularmente interessada nas intimidades anônimas, sentia-se pouco atraída em fotografar pessoas ou temas conhecidos. Queria experimentar a adversidade, a realidade. Não queria fotos onde as pessoas parecessem bonitas nelas, mas enxergar através das lentes, suas verdades.