10/03/2010

A Fita Branca

No inicio do filme tudo parece interessante e instigante. Aos poucos, um sôco no estômago, depois um no olho e por fim você é arrastado dentro do próprio cinema, suplicando: pare por favor, I can’t stand anymore. Os filmes do diretor austríaco Michael Haneke, costumam provocar perplexidade e mal estar, pela maneira como aborda seus filmes.
Ambientado em 1913 num vilarejo protestante da Alemanha, véspera da primeira guerra mundial, estranhos eventos acontecem, tirando a paz da pequena cidade alemã.
Filmado em preto e branco, com uma fotografia belíssima diga-se de passagem, a intenção de Haneke foi a de mostrar o cenário que antecedeu a guerra, ou seja, “as raízes do mal”.
A Fita Branca, vencedor da Palma de Ouro 2009 em Cannes, foi uma das grandes zebras da premiação do Oscar 2010, indicado como melhor filme estrangeiro, perdendo para o argentino El Secreto de Tus Ojos, do diretor Juan Jose Campanella, o qual devo assistir em breve.
Para amenizar o mal estar pós filme, recomendo Mary and Max, filme de animação com técnicas em argila, de uma sensibilidade sem igual. Assisti após ler o texto de minha amiga Cris na Revista Íntegra, veja o link: http://revista-integra.blogspot.com/2009/12/mary-and-max-cristina-pereira.html

No mais, vale a pena conferir o mais recente e polêmico de Michael Haneke.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

E-mail do blog:
cuticulass@gmail.com