"Vi minha vida se desenrolar diante de mim como uma figueira de um conto que havia lido. Da ponta de cada
ramo, um gordo figo roxo acenava e me seduzia com um futuro maravilhoso. Um figo significava um marido e um lar feliz com filhos, outro era uma poetisa famosa, outro uma professora, outro era Esther Greenwood, a surpreendente editora, outro era a Europa, a África e a América do Sul, outro Constantin e Sócrates e Átila, um bando de amantes com nomes esquisitos e profissões originais, outro ainda era uma campeã olímpica, e acima de todos esses figos havia muitos outros que eu não conseguia entender. Via-me sentada sob essa figueira, morrendo de fome, só porque não conseguia decidir qual figo escolheria. Queria-os todos, e escolher um significava perder o resto. Incapaz de me decidir, os figos começavam a murchar e apodrecer, e um a um caiam no chão a meus pés." - Trecho do livro "A redoma de vidro".
Sylvia Plath nasceu em Boston, EUA, em 1932. Teve uma passagem melancólica por Nova York, tentou o suicídio por mais de uma vez, casou em 1956 com o poeta inglês Ted Hughes, foi com ele para Cambridge, Inglaterra. Teve dois filhos. Descasou em 1962, escreveu seus poemas capitais, publicados postumamente no volume Ariel (1965), sua obra mais importante.
Em Londres, 11 de fevereiro de 1963, após ter escrito um poema terrivelmente poderoso sobre a morte, cometeu suicídio inspirando gás de cozinha na sua casa, ato esse que ensaiara inúmeras vezes sem resultado, pois sua vida foi um namoro constante com a morte.
“Era louca”, foi o veredicto. Louca de ciúmes, de frustração, louca de amor.
O suicídio tornou-a famosa em poucas semanas e a sua vida ganhou o estatuto de lenda. O marido, o poeta Ted Hughes, que herdou o seu espólio literário, publicou-lhe os poemas mas destruiu-lhe o diário e outros escritos (há manuscritos dela selados em bibliotecas que só poderão ser abertos no ano 2013).
E assim, a grande sacerdotisa da poesia contemporânea entrava para a galeria de mitos do século XX, ao lado de Janis Joplin e Jim Morrison, Virginia Woolf e Hemingway. Foi denominada a Marilyn Monroe dos literati.
Mais sobre a estória dela? Assista "Sylvia", com Gwyneth Paltrow no papel principal, direção de Christine Jeffs, Inglaterra, 2003, drama total! E a relação completa de livros publicados está disponível na internet.
ramo, um gordo figo roxo acenava e me seduzia com um futuro maravilhoso. Um figo significava um marido e um lar feliz com filhos, outro era uma poetisa famosa, outro uma professora, outro era Esther Greenwood, a surpreendente editora, outro era a Europa, a África e a América do Sul, outro Constantin e Sócrates e Átila, um bando de amantes com nomes esquisitos e profissões originais, outro ainda era uma campeã olímpica, e acima de todos esses figos havia muitos outros que eu não conseguia entender. Via-me sentada sob essa figueira, morrendo de fome, só porque não conseguia decidir qual figo escolheria. Queria-os todos, e escolher um significava perder o resto. Incapaz de me decidir, os figos começavam a murchar e apodrecer, e um a um caiam no chão a meus pés." - Trecho do livro "A redoma de vidro".Sylvia Plath nasceu em Boston, EUA, em 1932. Teve uma passagem melancólica por Nova York, tentou o suicídio por mais de uma vez, casou em 1956 com o poeta inglês Ted Hughes, foi com ele para Cambridge, Inglaterra. Teve dois filhos. Descasou em 1962, escreveu seus poemas capitais, publicados postumamente no volume Ariel (1965), sua obra mais importante.
Em Londres, 11 de fevereiro de 1963, após ter escrito um poema terrivelmente poderoso sobre a morte, cometeu suicídio inspirando gás de cozinha na sua casa, ato esse que ensaiara inúmeras vezes sem resultado, pois sua vida foi um namoro constante com a morte.
“Era louca”, foi o veredicto. Louca de ciúmes, de frustração, louca de amor.
O suicídio tornou-a famosa em poucas semanas e a sua vida ganhou o estatuto de lenda. O marido, o poeta Ted Hughes, que herdou o seu espólio literário, publicou-lhe os poemas mas destruiu-lhe o diário e outros escritos (há manuscritos dela selados em bibliotecas que só poderão ser abertos no ano 2013).
E assim, a grande sacerdotisa da poesia contemporânea entrava para a galeria de mitos do século XX, ao lado de Janis Joplin e Jim Morrison, Virginia Woolf e Hemingway. Foi denominada a Marilyn Monroe dos literati.
Mais sobre a estória dela? Assista "Sylvia", com Gwyneth Paltrow no papel principal, direção de Christine Jeffs, Inglaterra, 2003, drama total! E a relação completa de livros publicados está disponível na internet.

